E aí o brodági chegou. Não tomou as turma de assalto, a gente sabe.
A gente já sabia.
E foi companhia constante, em todos os programas, e, óbvio, nos programas programados por ele.
E ele teve mais por dentro das coisas daqui do que eu, que sempre estive aqui.
E dividiu todas as heinekens, Skols e qualquer outra marca de cerveja que eu tomei nos últimos dois meses.
E disse: “passa aqui, pega essa baixo, que eu vou cozinhar as cordas do outro baixo pra tocar”.
E dividiu os sucos no fim de tarde ali na galeria da loja.
E segurou a onda dos amigos que tavam baixo astral.
Esse cara chegou e se comportou como se nunca tivesse ido, simplesmente.
E aí o cara vai embora.
E a vida aqui, brodági?
A vida aqui, ainda que com as desilusões e as vontades, as estórias boas e as estórias ruins, os shows, o Monday Night Mojito, a cerveja no posto qualquer dia que seja ou qualquer noite de farra, vai continuar.
E quando tu voltar, eu vou bater no teu peito e dizer: “Copo, tu é um cabra bom”.
Tuesday, August 07, 2007
Thursday, March 29, 2007
Do homem, sobre o tempo.
Ele saiu e nem olhou pra trás/ quis vingar-se só/ por não saber mudar/ sentiu a chuva molhar seus ombros/ sentiu o sopro do vento em seu rosto / sentiu o tempo lhe comer o corpo / e se entregou
Seu mundo azul/ então ficou pra trás/ não se mostrou depois/ um bom lugar pra estar/ sentiu os ombros se esquivar da chuva/ negou o sopro do vento em seu rosto/ deixou o corpo lhe comer o tempo/ e se enervou
A bela moça pois/ abriu suas portas/ deixou o sol entrar/ e clarear su'alma / sentiu as horas pôr-se do seu lado/ tornou a casa um lugar bravio/ deixou o amor lhe corromper o corpo/ e se alegrou
Deixou o mundo/ num dia frio/ numa cama quente/ seu lugar vazio/ virou o tempo e comandou as horas/ mandou a chuva abençoar sua casa/ à bela moça entregou seus filhos/ e se elevou.
Depois disso eu parei de fazer música.
Por que eu sempre mato alguém no final.
Seu mundo azul/ então ficou pra trás/ não se mostrou depois/ um bom lugar pra estar/ sentiu os ombros se esquivar da chuva/ negou o sopro do vento em seu rosto/ deixou o corpo lhe comer o tempo/ e se enervou
A bela moça pois/ abriu suas portas/ deixou o sol entrar/ e clarear su'alma / sentiu as horas pôr-se do seu lado/ tornou a casa um lugar bravio/ deixou o amor lhe corromper o corpo/ e se alegrou
Deixou o mundo/ num dia frio/ numa cama quente/ seu lugar vazio/ virou o tempo e comandou as horas/ mandou a chuva abençoar sua casa/ à bela moça entregou seus filhos/ e se elevou.
Depois disso eu parei de fazer música.
Por que eu sempre mato alguém no final.
Monday, March 26, 2007
No final, o que tocou foi Beatles.
O dia amanheceu cinza e frio, mas isso é uma coisa normal naquela cidade.
Os amigos chegaram aos poucos e cada um trouxe algum ingrediente pro almoço.
Risos, violões e lembranças.
Lembranças dos que passaram por ali, mas já não estão mais lá. Dos que ainda visitavam, mas que também não estavam mais lá. E dos que mudaram lá e lá continuaram até o fim.
Comida pronta, pessoas fartas.
Cigarro e Coca-cola.
Despedida.
E no fim, os dois que estavam lá desde o começo.
- Eu lavo os pratos, tu arruma a casa.
- Feito.
Beatles de trilha, pra terminar como começou.
- Velho, vamo perdoar tudo que aconteceu de ruim aqui dentro.
- Tá tudo perdoado.
Casa limpa, tudo organizado.
Sentamos no chão da sala e acendemos cigarros.
Pedro: Eu nunca me senti assim, Marenas.
Marenas: Assim como, broder?
Pedro: Colocando um ponto final numa fase da minha vida. Daqui pra frente é tudo diferente.
Marenas: Daqui pra frente é tudo incerto.
Pedro: É, é tudo incerto.
Eu apaguei a última luz, Pedro fechou a porta pela última vez.
Pedro e Cará foram a extensão da minha família no ano passado, hoje são mais dois irmãos que eu tenho e esse post vai pra eles.
Minhas turma, valeu por tudo.
Os amigos chegaram aos poucos e cada um trouxe algum ingrediente pro almoço.
Risos, violões e lembranças.
Lembranças dos que passaram por ali, mas já não estão mais lá. Dos que ainda visitavam, mas que também não estavam mais lá. E dos que mudaram lá e lá continuaram até o fim.
Comida pronta, pessoas fartas.
Cigarro e Coca-cola.
Despedida.
E no fim, os dois que estavam lá desde o começo.
- Eu lavo os pratos, tu arruma a casa.
- Feito.
Beatles de trilha, pra terminar como começou.
- Velho, vamo perdoar tudo que aconteceu de ruim aqui dentro.
- Tá tudo perdoado.
Casa limpa, tudo organizado.
Sentamos no chão da sala e acendemos cigarros.
Pedro: Eu nunca me senti assim, Marenas.
Marenas: Assim como, broder?
Pedro: Colocando um ponto final numa fase da minha vida. Daqui pra frente é tudo diferente.
Marenas: Daqui pra frente é tudo incerto.
Pedro: É, é tudo incerto.
Eu apaguei a última luz, Pedro fechou a porta pela última vez.
Pedro e Cará foram a extensão da minha família no ano passado, hoje são mais dois irmãos que eu tenho e esse post vai pra eles.
Minhas turma, valeu por tudo.
Saturday, March 10, 2007
Pessoas & Palavras
Tem gente que nasce com o dom de transformar palavras simples em palavras bonitas e que conhecem bem a arte de encaixar cada uma delas no seu devido lugar pra formar frases que acabam reverberando por muito tempo na minha cabeça.
Eu sempre adoro pessoas com esse dom. É bom descobrir que essas pessoas passam pelas mesmas situações que eu passo e que elas conseguem transformar essas situações em coisas absurdamente belas.
Isso os torna mais humanos, mais próximos.
Ver fraqueza nos olhos de uma pessoa que você admira muito nem sempre é uma coisa ruim.
Ps- Confuso, né?!
Eu sempre adoro pessoas com esse dom. É bom descobrir que essas pessoas passam pelas mesmas situações que eu passo e que elas conseguem transformar essas situações em coisas absurdamente belas.
Isso os torna mais humanos, mais próximos.
Ver fraqueza nos olhos de uma pessoa que você admira muito nem sempre é uma coisa ruim.
Ps- Confuso, né?!
Saturday, February 24, 2007
Dylan susurrou no meu ouvido. E eu quis chorar.
The answer, my friend, is blowing in the wind.
The answer is blowing in the wind.
The answer is blowing in the wind.
Monday, January 01, 2007
O primeiro post, sobre as primeiras horas do primeiro dia do ano.
Três champagnes.
Um pra mim, um pro meu pai e um pro meu primo.
-Agita bem, pra rolha ir longe.
-Vai agitando.
-A gente se guia pelos fogos.
-Agora?
-Espera os fogos.
-Agora?
-Os fogos, meu filho.
(explode a primeira champagne)
-Agora não!!
(explode a segunda Champagne)
-Eu disse agora não!!!
-Mas é que estouraram a outra!
-Só tem uma agora. Espera a hora certa Felipe.
(fogos, muitos fogos.)
-É agora, é agora!!
-Ainda não!
-0h05, já devia ter estourado.
-Tá vendo?? Perdeu o tempo de novo.
-Agora só ano que vem.
-Agita bem. Pra rolha ir longe.
Um pra mim, um pro meu pai e um pro meu primo.
-Agita bem, pra rolha ir longe.
-Vai agitando.
-A gente se guia pelos fogos.
-Agora?
-Espera os fogos.
-Agora?
-Os fogos, meu filho.
(explode a primeira champagne)
-Agora não!!
(explode a segunda Champagne)
-Eu disse agora não!!!
-Mas é que estouraram a outra!
-Só tem uma agora. Espera a hora certa Felipe.
(fogos, muitos fogos.)
-É agora, é agora!!
-Ainda não!
-0h05, já devia ter estourado.
-Tá vendo?? Perdeu o tempo de novo.
-Agora só ano que vem.
-Agita bem. Pra rolha ir longe.
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